Novo endereço
Janeiro 22, 2008A partir de hoje, estou postando no endereço: http://vidadenavegante.com. Passem lá (e atualizem seus links / feeds)
A partir de hoje, estou postando no endereço: http://vidadenavegante.com. Passem lá (e atualizem seus links / feeds)
Tal qual já havia falado com alguns (especialmente pelo twitter), já estou há algum tempo pensando em dar uma mexida no blog. A idéia principal: voltar a ter domínio próprio, liberdade pra mexer no layout, pra subir o conteúdo que eu quisesse. Só que aí vem outra implicação: o nome.
Quando escolhi o nome, na época eu não pensava tanto no ‘futuro’ do blog, e aí nem me preocupei em ver a disponibilidade do nome para o caso de um site. Com o tempo, fui sacar (via Google ou via email de visitantes) que havia escolhido um nome já bastante explorado por aí. Para vocês terem uma idéia, é o nome de 2 pousadas (em Fernando de Noronha e em Caldas Novas), o nome de uma cidade satélite do Distrito Federal e o nome de um fabricante de maiôs e biquinis.
Claro, eu poderia ignorar tudo isso, registrar um domínio deixando claro que esse é blog (e não uma das pousadas) e seguir convivendo com as confusões dos visitantes. Se eu tivesse objetivo de monetizar(ptu!), seria até bom. Mas não me perguntem o porquê, eu prefiro ter algo mais personalizado e ponto final.
Depois de pensar bastante em um novo nome que tivesse a ver com o antigo, e também com meu estado de espírito, as coisas que escrevo, etc; cheguei ao nome ‘vida de navegante’, que na verdade eu gostaria de ter descoberto bem antes. Acho que é mais a minha cara. Sem contar que de certa forma ‘engloba’ a idéia do outro nome. A reboque, vem em breve a mudança daqui do wordpress.com para um domínio próprio, mas que vai acontecer ainda ao longo dessa semana. Assim que acontecer, eu aviso por aqui e aviso pra galera que passa sempre aqui.
Depois de um bom retorno no fim do ano passado, estou consolidando de uma vez por todas o mergulho como meu hobby predileto. Pratico mergulho autônomo desde 1994, mas nunca dei muito foco para isso. Parece um contra-senso pra quem me conhece, pois sou apaixonado pelo mar desde sempre. Mas o caso é que eu sempre deixei o mergulho um pouco de lado.
Ano passado, num momento em que estava reavaliando várias coisas na minha vida, resolvi reservar um tempo e dinheiro para fazer outra incursão nesse mundo maravilhoso que eu tanto gosto. Depois de ficar perto do êxtase com cada mergulho nos naufrágios de Recife, fiquei um bom tempo pensando: se eu sempre gostei tanto do fundo do mar, porque eu nunca dei foco nisso antes? A verdade é que algo me incomodava e eu não sabia exatamente o que, e acho que só descobri as razões nessa viagem. Claro que a questão financeira pesou: em determinadas épocas da minha vida, eu claramente deixei de mergulhar por falta de grana. Mas como eu tinha grana para outras coisas, que eu não deixava de fazer, o dinheiro (ou melhor, a falta de) servia de muleta para esse desconforto.
Em Recife, eu finalmente matei a charada quando levei câmera e caixa-estanque para os mergulho: antes de eu sequer pensar em fazer curso de mergulho, eu já mergulhava de apnéia e já pescava (especialmente quando meu pai era vivo), tanto pesca sub quanto pesca artesanal (com linha de nylon). E mais: eu ADORAVA pescar, e não tinha nenhum remorso em matar os peixes que cruzavam a frente do meu arpão ou se atracavam com meus anzóis. De repente, me vi entrando como convidado principal no mundo dos peixes. Não era aquela visitinha de médico de quem só tem 1 minuto de tempo de fundo. Eu estava ali, calmamente interagindo com peixes, polvos, lagostas e caranguejos. Todos eles que já foram muitas vezes meus convidados na mesa de jantar. E naquele momento, eu não estava mais ali para caçá-los. Era até covardia, pois agora eu também respirava no mundo deles (ainda que com auxílio de aparelhos). Além disso, a esmagadora maioria dos mergulhadores autônomos são dublês de ecologistas, e alguns são da linha mais radical (do tipo que defende a proibição irrestrita da pesca). Em outras palavras, eu não me sentia totalmente à vontade.
Demorou bastante tempo para eu me tocar disso. Talvez pelo fato de eu evitar tocar no assunto pesca com o pessoal do mergulho, e evitar dizer por exemplo que sempre imaginava o arroz de brócolis ao ver um polvo mostrando as ventosas na entrada de uma toca. E só consegui alguma paz com a atividade quando me toquei de duas coisas: primeiro que existem outros caçadores e pescadores também “disfarçados” no meio dos ecoxiitas, e segundo que consigo satisfazer (ainda parcialmente) minha sanha caçadora tirando fotos dos meus troféus, vivos e alegres em seu habitat. Garoupas, pargos, enchovas, polvos, lagostas, agora não mais na fieira ou no isopor, e sim imortalizados no meu cartão de 2Gb, e depois no meu HD. E assim, consigo me sentir parte da tribo. Para o azar do meu bolso, e para a sorte da minha paz de espírito.
Mais uma música viciante e hipnótica do duo francês, que me fez lembrar tanto as músicas que adoro do Daft Punk (também duo, também francês) que eu saí espalhando aos quatro ventos que essa também era deles. Destaque para o videoclipe da música, mostrando 2 meninas jogando ping-pong (entre elas, a Kelly), em especial para o desfecho reservado a ela.
- Vai de vassoura madame ?
- Não obrigada, estou de carro.(Diálogo entre um vendedor de vassouras e uma cliente que saía do Hortifruti do Leblon /RJ)
[fonte: Revista O Globo - 06/01/2008]
No, I’m your father“: a cena adorada por 9 em 10 nerds viciados em SciFi. Luke perde duelo (e a mão direita) para o grande vilão da trilogia Starwars até o momento, e num diálogo rápido entre os dois, a revelação de que Vader é mesmo Anakin Skywalker, o pai de Luke. Nos tempos anteriores a nova trilogia, a cena foi bombástica e deixou os fãs sem pai nem mãe esperando pelo desfecho da saga em ‘O Retorno de Jedi’. Mesmo pra quem já viu e reviu a trilogia nova, a cena é bastante impactante e dá um friozinho na barriga.
“The ring is mine“: após muitos dias de uma jornada massacrante (com direito a quase morrer umas 3 vezes), o que para nós representaram muitas horas de imagens belíssimas e trilha sonora inspirada, Frodo chega à beira do precipício dentro do vulcão da Montanha da Perdição, pensa melhor, e decide pegar o anel pra si e mandar a Terra Média plantar batatas. Por sorte, lá estava Gollum para lutar pelo anel de Frodo (olha a margem), arrancar seu dedo e cair com dedo e anel na lava quente do vulcão. Cena forte e marcante, especialmente para quem não leu o livro e só conferiu a história nas telas.
“Use the Force, Luke“: a bordo de uma X-Wing, Luke segue em direção ao ponto onde deverá atirar na porta de exaustão da Estrela da Morte (a primeira), perseguido por Vader e mais 2 TIE-fighters. Eis que ele escuta a voz de Obiwan o instruindo para confiar na Força para cumprir sua missão. A música dá uma viajada, a câmera foca o espaço aberto, e Luke desliga seu computador de mira, passando a confiar nos seus ‘instintos’. Darth Vader, até então se achando o último jedi do pacote, percebe que tem um moleque sinistro pilotando a X-Wing. O resto, a maioria já sabe.
“My name…is Neo“: Depois de um embate longo com o Agente Smith no topo de um prédio, Neo toma um tiro e aparentemente morre. Com um beijo de Trinity (no corpo dele, na Nabucodonosor), ele ‘renasce’, começa a enxergar a matrix de verdade, observando que tudo o que o cerca é composto de códigos. É o despertar do Escolhido, para o azar do Agente Smith (ou não). Pra mim, é a grande cena do filme, e também de toda a trilogia. Aliás, acho os outros 2 filmes uma tremenda forçação de barra, mas isso é assunto pra outro post…
“Maximus, Maximus, …“: O general Maximus foi do luxo ao lixo em poucos atos (apanhou, quase morreu, descobriu que curraram sua esposa, mataram seu filho, e ainda foi vendido como escravo), e sua a camisa pra reconstruir a vida sendo um dos gladiadores de Proximo. Ao voltar a Roma e se deparar com o seu algoz (o imperador Commodus), ele finalmente revela sua identidade, para o desespero do fraco imperador. É uma cena de arrepiar, especialmente para o imperador Commodus.Comentário importante: devo fazer uma menção honrosa para a cena do congelamento em carbonita de Han Solo em ‘Starwars V: O Império Contra-ataca’, mas dei uma colher de chá pra essa lista não ficar nerd demais (na verdade já está, mas tudo bem)…
- Amigo, quanto tá o Trio ?
- Um real
- Ok. Você também faz aquela promoção de 3 Trios por 2 reais?
- Só se for agora!
Se fosse para listar os melhores clipes ever, eu não poderia esquecer “Thriller” do ex-afro Michael Jackson, “Three little pigs” do Green Jelly, “Return to innocence” do Enigma, e aí a lista ficaria complicada de ser feita. Mas um dia eu faço
Um amigo meu está na vida solteira há mais ou menos o mesmo tempo que eu, mas por conta da profissão dele (trabalha com festas e eventos), ele é muito mais ‘da noite‘ do que eu. De uns tempos pra cá, eu e ele estamos tentando combinar alguma noitada para nos divertirmos (e relembrar as farras com outros amigos, hoje todos casados), mas nunca conseguimos. No entanto, pelo menos 1 vez por semana almoçamos pra colocar o papo em dia, falar besteira, essas coisas.
Eis que outro dia, acabado por 2 dias seguidos de noitadas violentas, ele resolve ir para a praia relaxar, com o restinho de forças que ainda tinha no organismo. Ouve o som de um avião (daqueles que fazem propaganda), e ao olhar para o que estava escrito na faixa, vê que é uma mensagem divina:
www.euqueroparar.com.br
O site não trata exatamente do “problema” dele, mas o recado foi dado
(essa é velha, mas de repente tem gente que ainda não conhece)
O Céu é um churrasco feito por gauchos, numa praia do nordeste, organizado pelos paulistas e animado pelos cariocas.
O inferno é um churrasco feito por nordestinos, numa praia gaucha organizado pelos cariocas e animado pelos paulistas.